Frase de Hélio Bulaimo

Frase adicionada por HelioBulaimo24 em 12/03/2026

Hélio Bulaimo
Quando a Missão Vira Negócio

O processo missionário, em muitos casos neste país, deixou de ser serviço e tornou-se oportunidade.
O que deveria ser missão transformou-se em estratégia.

Curiosamente, a transparência administrativa pesa sempre mais sobre o pobre.
Para ele, exigem relatórios, explicações e prestação de contas.
Mas para aquele que tem ligações com o exterior, ou que vem revestido da autoridade do Ocidente, quase nada é exigido diante do africano.

Quase nunca vemos o seu extrato bancário.
Quase nunca sabemos como se administra aquilo que dizem ser “obra de Deus”.

Então surge uma pergunta inevitável:

Somos realmente filhos do mesmo Deus ou isto é apenas teatro religioso?

Falamos do mesmo céu, mas não conseguimos viver como irmãos nesta mesma terra.
Pregamos amor, mas praticamos distância.
Falamos de comunhão, mas mantemos hierarquias invisíveis.

E o mais doloroso é ver que alguns africanos, depois de formados fora da África, regressam como estranhos entre o seu próprio povo.
Voltaram com diplomas, mas deixaram a identidade no aeroporto.

Vivem entre nós, mas já não são de nós.
As portas que abrem raramente são para o povo; são para o próprio estômago e para a própria família.

Quando ensinam, muitas vezes não é para libertar, mas para criar dependência.
Quando instruem, não é para formar irmãos, mas para manter mercados.

Se a missão não gera irmãos, ela não é missão.
Se o evangelho não produz justiça, ele está sendo usado — não pregado.

Porque no Reino de Deus não existem missionários donos e africanos dependentes.
Ou somos irmãos, ou estamos apenas representando um papel religioso.

E Deus não precisa de atores.


Imagem da Frase:



Quando a Missão Vira Negócio

O processo missionário, em muitos casos neste país, deixou de ser serviço e tornou-se oportunidade.
O que deveria ser missão transformou-se em estratégia.

Curiosamente, a transparência administrativa pesa sempre mais sobre o pobre.
Para ele, exigem relatórios, explicações e prestação de contas.
Mas para aquele que tem ligações com o exterior, ou que vem revestido da autoridade do Ocidente, quase nada é exigido diante do africano.

Quase nunca vemos o seu extrato bancário.
Quase nunca sabemos como se administra aquilo que dizem ser “obra de Deus”.

Então surge uma pergunta inevitável:

Somos realmente filhos do mesmo Deus ou isto é apenas teatro religioso?

Falamos do mesmo céu, mas não conseguimos viver como irmãos nesta mesma terra.
Pregamos amor, mas praticamos distância.
Falamos de comunhão, mas mantemos hierarquias invisíveis.

E o mais doloroso é ver que alguns africanos, depois de formados fora da África, regressam como estranhos entre o seu próprio povo.
Voltaram com diplomas, mas deixaram a identidade no aeroporto.

Vivem entre nós, mas já não são de nós.
As portas que abrem raramente são para o povo; são para o próprio estômago e para a própria família.

Quando ensinam, muitas vezes não é para libertar, mas para criar dependência.
Quando instruem, não é para formar irmãos, mas para manter mercados.

Se a missão não gera irmãos, ela não é missão.
Se o evangelho não produz justiça, ele está sendo usado — não pregado.

Porque no Reino de Deus não existem missionários donos e africanos dependentes.
Ou somos irmãos, ou estamos apenas representando um papel religioso.

E Deus não precisa de atores. (Hélio Bulaimo)
Mais frases de Hélio Bulaimo

Hélio Bulaimo
Hélio Bulaimo

Nascimento: 05 de Novembro de 1992 (33 anos)

Membro desde: 25/03/2016

Biografia: Hélio Bulaimo - Africano. Cursando Lic. em Ciências Políticas e Relações Internacionais; Teólogo formado pelas faculdades FATIN e Unieco no Brasil; fez lic. não concluida em letras e inglês pela Estácio de Sá no Brasil. Educação Interativa pela UniDomBosco no Brasil. Docente.

Frase do Dia

A palavra foi dada ao homem para explicar os seus pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma as nossas palavras são retratos dos nossos pensamentos.

Autores populares