Frases de Memória (adicionadas pelos usuários)


Maria Luz
Disseram-me que sou como uma estrela, linda e que brilho e ilumino o que me rodeia... Gostava de acreditar, mas não creio nisso, minha presunção não chega a tanto, porque eu não aguentaria a luz que a estrela contém, é demasiada para mim... Sou minúscula, como um grão de areia neste universo, e em mim desponta uma mínima luz que vem do alto… Mínima, porque preciso de aprender ainda mais, evoluir ainda mais, sou uma peregrina nesta ciranda da vida… Linda? bem isso, é a opinião deles, a mim, importa-me mais que lindas sejam as minhas atitudes para com meu próximo, aí sim, sei que tenho bom coração, sou generosa, solidária e prestativa … desde que possa estou lá!...
Sou um ser em constante busca do que é simples e bonito, daquilo que tem mais valor para mim, como a saudação ao cruzar com o vizinho, um aperto de mão, um abraço, um beijo, uma palavra de carinho…Gosto de sentir e relembrar o “perfume” das boas memórias, de pessoas idas, das coisas que perdi… Gosto do meu interior “limpo”, e liberto de sentimentos negativos,
onde só vive o amor, a harmonia, a alegria e a fé no alto… Aprendi, a não deixar que a dor ou a mágoa endureçam meu coração, e que minha alma se sinta afectada por isso…Eu CREIO, que tanto a minha essência, como o meu carácter, não são definidos por palavras, mas podem ser definidos pelos meus actos e gestos, pelos pequenos detalhes impregnados na minha vida… É como o principezinho disse” é somente com o coração que podemos ver correctamente; o essencial é invisível aos olhos..

Mário Pereira Gomes
Flatland: a romance of many dimensions é uma novela satírica de Edwin A. Abbott sobre a cultura vitoriana. A primeira parte ambienta o leitor com o mundo e a cultura de Flatland, um mundo bidimensional, enquanto que a segunda aborda como o Quadrado (protagonista) toma contato com outras dimensões. Ele é visitado por uma esfera que visita Flatland em cada virada de milênio em busca de alguém capaz de compreender e aceitar a existência de um mundo 3D. O Quadrado não acredita na Esfera, até que esta realiza algumas vezes o movimento de atravessar o mundo 2D. Mesmo assim o Quadrado reluta em aceitar que tudo que ele sabe não é exatamente tudo o que existe. Então a Esfera o pega e leva-o para seu próprio mundo. Os outros habitantes ao verem a cena começam a se questionar e os líderes de Flatland, em segredo reconhecem a existência do mundo 3D, mas manda matar e prender as testemunhas de acordo com a casta. Depois de aceitar a verdade o Quadrado tenta em vão convencer a Esfera da existência de um mundo 4D, mas ela é irredutível e leva o Quadrado de volta para Flatland. O final do livro é triste: o Quadrado não consegue convencer ninguém, nem mesmo o irmão, da existência do mundo 3D e termina preso por defender tal ideia. Anos depois ele escreve um livro de memórias, que reconta suas aventuras e descobertas, com o intuito de ser lido pelas gerações futuras que ele espera que sejam menos intolerante e mais abertas. É um livro que nos ensina uma importante lição: humildade. Perceber que não sabemos tudo e o que chamamos de mundo real pode ser só uma pequena parte de uma realidade maior.