Frase de Vinícius de Moraes


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Soneto da Desesperança 
 
 De não poder viver sua esperança 
 Transformou-a em estátua e deu-lhe um nicho 
 Secreto, onde ao sabor do seu capricho 
 Fugisse a vê-la como uma criança. 
 
 Tão cauteloso fez-se em seus cuidados 
 De não mostrá-la ao mundo, que a queria 
 Que por zelo demais, ficaram um dia 
 Irremediavelmente separados. 
 
 Mas eram tais os seus ciúmes dela 
 Tão grande a dor de não poder vivê-la, 
 Que em desespero, resolveu-se: - Mato-a! 
 
 E foi assim que triste como um bicho 
 Uma noite subiu até o nicho 
 E abriu o coração diante da estátua. (Vinícius de Moraes)
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Sobre o Autor:
Vinícius de Moraes
Vinícius de Moraes


Nascimento: 19 de outubro de 1913

Morte: 9 de julho de 1980 (66 anos)

Ocupação: Poeta

Biografia: Vinícius de Moraes foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro. Poeta essencialmente lírico, o que lhe renderia a alcunha "poetinha", que lhe teria atribuído Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos.

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