Frase de Alessandro Teodoro
 | “ Talvez o nosso único Defeito Perdoável para o outro seja o Silêncio que fazemos para Poupá-lo. Mas há algo de muito grave nessa empatia espinhosa: sacrificar a nossa Paz para poupar o próximo pode ser nosso Maior defeito. Pois, há silêncios que parecem generosos… Eles vestem a roupa da empatia, caminham com passos cuidadosos e nos convencem de que calar é uma forma de proteger — proteger o outro de uma verdade dura, de uma crítica necessária, de uma ferida que nossas palavras poderiam abrir. Mas existe uma espinha escondida nessa delicadeza. Quando o silêncio deixa de ser escolha e passa a ser renúncia, ele começa a cobrar um preço alto demais. Porque, enquanto poupamos o outro de um incômodo passageiro, vamos acumulando em nós aquilo que nunca teve o direito de existir. E o que não encontra voz quase sempre encontra peso. A empatia, quando exagera na dose, pode se transformar numa espécie de sacrifício íntimo: abrimos mão da nossa paz para preservar a tranquilidade alheia. E, nesse gesto que parece tão nobre, às vezes cometemos uma injustiça silenciosa — contra nós mesmos. Poupar o outro jamais deveria custar a nossa serenidade. Porque há verdades que não ferem por serem ditas, mas por serem enterradas. E há relações que não se fortalecem com silêncios, mas com a coragem delicada de dizer aquilo que precisa existir entre duas consciências que se respeitam. Talvez, no fim das contas, o silêncio só seja realmente um Defeito Perdoável quando não se transforma no lugar onde abandonamos a nossa própria paz.” ― Alessandro Teodoro |
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