Frase de Alessandro Teodoro
 | “ Sou muito da poesia, mas se a vida me empurrar para a artilharia, jamais vou me furtar. Porque há em mim uma inclinação natural para as palavras que curam, para os silêncios que acolhem e para as metáforas que ajudam o mundo a respirar um pouco melhor. A poesia, afinal, é o território onde a sensibilidade ainda tem cidadania e onde a humanidade tenta se lembrar de si mesma. Mas viver não é apenas contemplar. Há momentos em que a realidade deixa de pedir versos e passa a exigir coragem. Momentos em que a delicadeza, sozinha, já não protege quase nada — nem a dignidade, nem a verdade, nem a própria vida. Nessas horas, permanecer apenas na poesia pode ser confundido com ausência, e silêncio pode parecer concordância. Não porque a poesia seja fraca, mas porque existem tempos em que até a beleza precisa aprender a defender-se. E nem se trata de abandonar a poesia, mas de compreender que ela também pode vestir armadura quando necessário. Que quem cultiva sensibilidade não está condenado à passividade. E que defender aquilo que dá sentido à vida também é uma forma de honrar tudo aquilo que a poesia sempre tentou dizer. Ser da poesia é escolher, sempre que possível, o caminho da palavra antes do confronto. Mas é também saber que a dignidade não pode ser permanentemente desarmada. Porque quem ama profundamente a vida não luta por amar guerra — mas para que ainda exista mundo suficiente onde a poesia possa continuar respirando.” ― Alessandro Teodoro |
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