Frase de Alessandro Teodoro

Frase adicionada por ateodoro72 em 11/03/2026

Alessandro Teodoro
Sou muito da poesia, mas se a vida me empurrar para a artilharia, jamais vou me furtar.

Porque há em mim uma inclinação natural para as palavras que curam, para os silêncios que acolhem e para as metáforas que ajudam o mundo a respirar um pouco melhor. 

A poesia, afinal, é o território onde a sensibilidade ainda tem cidadania e onde a humanidade tenta se lembrar de si mesma.

Mas viver não é apenas contemplar. 

Há momentos em que a realidade deixa de pedir versos e passa a exigir coragem. 

Momentos em que a delicadeza, sozinha, já não protege quase nada — nem a dignidade, nem a verdade, nem a própria vida.

Nessas horas, permanecer apenas na poesia pode ser confundido com ausência, e silêncio pode parecer concordância. 

Não porque a poesia seja fraca, mas porque existem tempos em que até a beleza precisa aprender a defender-se.

E nem se trata de abandonar a poesia, mas de compreender que ela também pode vestir armadura quando necessário. 

Que quem cultiva sensibilidade não está condenado à passividade. 

E que defender aquilo que dá sentido à vida também é uma forma de honrar tudo aquilo que a poesia sempre tentou dizer.

Ser da poesia é escolher, sempre que possível, o caminho da palavra antes do confronto. 

Mas é também saber que a dignidade não pode ser permanentemente desarmada.

Porque quem ama profundamente a vida não luta por amar guerra — mas para que ainda exista mundo suficiente onde a poesia possa continuar respirando.

Alessandro Teodoro

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Sou muito da poesia, mas se a vida me empurrar para a artilharia, jamais vou me furtar.

Porque há em mim uma inclinação natural para as palavras que curam, para os silêncios que acolhem e para as metáforas que ajudam o mundo a respirar um pouco melhor. 

A poesia, afinal, é o território onde a sensibilidade ainda tem cidadania e onde a humanidade tenta se lembrar de si mesma.

Mas viver não é apenas contemplar. 

Há momentos em que a realidade deixa de pedir versos e passa a exigir coragem. 

Momentos em que a delicadeza, sozinha, já não protege quase nada — nem a dignidade, nem a verdade, nem a própria vida.

Nessas horas, permanecer apenas na poesia pode ser confundido com ausência, e silêncio pode parecer concordância. 

Não porque a poesia seja fraca, mas porque existem tempos em que até a beleza precisa aprender a defender-se.

E nem se trata de abandonar a poesia, mas de compreender que ela também pode vestir armadura quando necessário. 

Que quem cultiva sensibilidade não está condenado à passividade. 

E que defender aquilo que dá sentido à vida também é uma forma de honrar tudo aquilo que a poesia sempre tentou dizer.

Ser da poesia é escolher, sempre que possível, o caminho da palavra antes do confronto. 

Mas é também saber que a dignidade não pode ser permanentemente desarmada.

Porque quem ama profundamente a vida não luta por amar guerra — mas para que ainda exista mundo suficiente onde a poesia possa continuar respirando. (Alessandro Teodoro)
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