Frase de Alessandro Teodoro

Frase adicionada por ateodoro72 em 08/01/2026

Alessandro Teodoro
Para manter o aluguel das cabeças dos seus asseclas, os especialistas em guerras palavrosas são capazes de qualquer coisa.

Inclusive fingir conversão.

Há quem transforme a política em púlpito e a vitimização em liturgia.

Não para curar feridas reais, mas para mantê-las abertas, sangrando o suficiente para justificar discursos inflamados e as lealdades cegas.

Na seara política, especialmente na brasileira, a martirização já virou estratégia.

Quanto mais alto for o grito de perseguição, mais baixo o compromisso com a verdade.

E assim, os especialistas em guerras palavrosas ensaiam conversões repentinas, não por arrependimento, mas por conveniência — porque nada mobiliza mais que a fantasia do justo injustiçado.

Fingem mudança de fé, de tom e até de valores…

Não para abandonar a trincheira, mas para trocar o figurino.

É a ecdise: a troca de pele das serpentes…

O inimigo continua sendo necessário; afinal, sem ele, como justificar o aluguel permanente das cabeças dos seus asseclas?

O vitimismo, quando profissionalizado, dispensa coerência.

Hoje é cruz, amanhã é espada.

E hoje é silêncio estratégico, amanhã é grito de censura.

Tudo serve, desde que mantenha a plateia refém da emoção e distante do pensamento crítico.

Mas há um detalhe que a encenação não controla: o tempo.

Ele tem a estranha mania de desmascarar conversões oportunistas e mártires de ocasião.

E, quando o espetáculo se esgota, resta apenas o vazio de quem nunca quis justiça — apenas palco.

Porque quem realmente muda, não precisa se vitimizar…

E quem verdadeiramente sofre não transforma a dor em palanque.

Alessandro Teodoro

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Para manter o aluguel das cabeças dos seus asseclas, os especialistas em guerras palavrosas são capazes de qualquer coisa.

Inclusive fingir conversão.

Há quem transforme a política em púlpito e a vitimização em liturgia.

Não para curar feridas reais, mas para mantê-las abertas, sangrando o suficiente para justificar discursos inflamados e as lealdades cegas.

Na seara política, especialmente na brasileira, a martirização já virou estratégia.

Quanto mais alto for o grito de perseguição, mais baixo o compromisso com a verdade.

E assim, os especialistas em guerras palavrosas ensaiam conversões repentinas, não por arrependimento, mas por conveniência — porque nada mobiliza mais que a fantasia do justo injustiçado.

Fingem mudança de fé, de tom e até de valores…

Não para abandonar a trincheira, mas para trocar o figurino.

É a ecdise: a troca de pele das serpentes…

O inimigo continua sendo necessário; afinal, sem ele, como justificar o aluguel permanente das cabeças dos seus asseclas?

O vitimismo, quando profissionalizado, dispensa coerência.

Hoje é cruz, amanhã é espada.

E hoje é silêncio estratégico, amanhã é grito de censura.

Tudo serve, desde que mantenha a plateia refém da emoção e distante do pensamento crítico.

Mas há um detalhe que a encenação não controla: o tempo.

Ele tem a estranha mania de desmascarar conversões oportunistas e mártires de ocasião.

E, quando o espetáculo se esgota, resta apenas o vazio de quem nunca quis justiça — apenas palco.

Porque quem realmente muda, não precisa se vitimizar…

E quem verdadeiramente sofre não transforma a dor em palanque. (Alessandro Teodoro)
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