Frase de Alessandro Teodoro

Frase adicionada por ateodoro72 em 08/01/2026


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Muitos que reclamam das horas que voam no relógio da cozinha, não caminham com as pantufas da empatia num corredor hospitalar.

É ali, nos silêncios ensurdecedores de verdade nua e crua, que o tempo quase sempre aprende a se arrastar.

Reclamam das horas que voam, impacientes com a demora do café, do almoço, da vida que parece não obedecer ao próprio ritmo. 

Mas poucos são os que caminham, ainda que por instantes, pelos corredores hospitalares.

Ali, o tempo não corre — ele pesa. 

Cada passo é um acordo silencioso com a incerteza, cada segundo se estica como se quisesse ensinar algo que não cabe em palavras. 

O silêncio nunca é vazio: é denso, cru, carregado de verdades que dispensam explicações.

É nesses corredores que o relógio se dissolve e a experiência se materializa. 

Onde minutos não se contam, se suportam. 

E talvez seja ali que aprendamos que o problema nunca foi o tempo que voa, mas a leveza com que julgamos o peso do tempo do outro. (Alessandro Teodoro)
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