Frase de Alessandro Teodoro
 | “ Enquanto uns precisam de um tropeção para cair nos braços do Pai, outros para tentar quitar o aluguel das cabeças dos asseclas. Há os que só descobrem a própria fragilidade quando o chão falta sob os pés. O tropeço, para esses, não é punição: é convite. Na queda, cessam as ilusões de autossuficiência, e o abraço do Pai deixa de ser discurso para se tornar refúgio. A adversidade, então, cumpre seu papel mais nobre — revelar limites, ensinar silêncios e reordenar as prioridades. Mas há os que fazem do tropeço um espetáculo, arrastando para o centro do palco um dos mais nojentos dos comportamentos — o vitimismo. Não caem para aprender, caem para acusar e se vitimizar. Transformam a adversidade em vitrine e o sofrimento em moeda, tentando pagar o aluguel das cabeças dos asseclas com versões convenientes da própria dor. O vitimismo vira estratégia, não confissão; ruído e não arrependimento. Em vez de atravessar a noite, preferem manter acesa a fogueira da queixa. A diferença não está na queda, mas no destino dado a ela. Uns permitem que a dor os humanize; outros a instrumentalizam. Uns se levantam esvaziados de si e cheios de fé; outros se erguem inflados de razão e pobres de verdade. No fim, a adversidade sempre cobra seu preço: ou nos reconcilia com o essencial, ou nos aprisiona na necessidade de plateia. E talvez aí resida o discernimento que nos falta: nem toda lágrima nos cobra empatia, nem toda queda é lição. Há tropeços que salvam, e há tropeços que apenas alugam consciências.” ― Alessandro Teodoro |
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