Frase de Alessandro Teodoro
 | “ Entre a indiferença e a imposição, eu fico com a que fere menos: a indiferença. A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios… Ela não pergunta, determina. Não escuta, ordena. E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”. Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes. A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras. Dói, sim. A ausência pesa, o vazio ecoa… Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro. A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela. Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso. E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram. Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita. Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo. Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença. Porque aquilo que não toca pode até doer, mas o que força… costuma ferir demais. Me abandone, mas não me atormente!” ― Alessandro Teodoro |
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