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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Coleção de Frases e Pensamentos de
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Frases próprias
Frases de outros autores
770 frases
“
AMOR
Amor sente-me
Como um doce suspiro
Beija-me
Como se o mundo acabasse
Enlouquece-me
Como se tu fosses louco
Ama-me
Como se me fosses perder
Procura-me
Como se nunca me tivesses tido
Agarra-me
Como se eu fosse desaparecer
Deseja-me
Como se não existisse mais ninguém
Ama-me hoje, amanhã, eu só existo contigo.
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
OUVE OS MEUS GRITOS CALADOS AMOR
Ouve os meus gritos calados
Mudos de outros dias
Nas palavras silenciosas
Arranca com as tuas mãos
Todos os meus desejos
Todas as minhas dores presas
A minha própria ansiedade
Escritas no livro desassossego
Faz trovar os sons do amor
Que são ensurdecedores
Nos desejos sentidos no corpo
Dentro da minha alma presa
De uma prisão sem portas, sem grades
Os olhos choram pensamentos
Molham as dúvidas dos dias
Das mágoas, das mãos frias
Na fogueira que arde em carícias
Na solidão escondidas de mim
Da solidão que arde comigo
Palavras que embalam a dúvida
Do teu ou do meu amargo feliz coração.
”
―
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“
ABRAÇO-TE NUM AMOR ONDE
As palavras que hoje escrevo
São as mesmas que eu senti ontem
Que elas naveguem entre as sílabas
De um mar de amor repleto de carícias
Que te acordam nas ondas de felicidade
E te sorriam como um belo jardim
Abraçando-te nas palavras escritas.
”
―
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SAUDADE
Minha alma é sedenta de palavras
Sou talvez o que escrevo, tento ler o que não sou
Sensações nas palavras que respiro
”
―
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“
O MEU CORPO É UM POEMA REGAÇO MEU
O meu corpo é um poema sem palavras
A minha alma escuta o meu silêncio
As lágrimas inundam o meu regaço
Rezo o rosário da dor da minha alma
Onde silenciosa sepultei os meus poemas
Gosto quando me olhas com os teus sentidos
Tocas-me com os teus pensamentos
E beijas-me com o teu silêncio
Tango de uma alma traída quando a afastam
Um mergulho no tempo
Feito num momento de um lamento
Um sofrimento num cansaço
Pranto de um desejo, de um abraço
O grito silencioso de uma lágrima reprimida
De uma dor aprisionada
Onde a poesia é a minha companheira
Das madrugadas mal dormidas
A solidão sempre foi meu caminho
Onde sigo a rota do vento
E atravesso a tempestade
Agora enxugo minhas lágrimas cheias de saudades
De tristeza entregue a uma dor intensa
Onde só queria uma pausa para poder colher a lua.!
”
―
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“
O MEDO
Acorrentou o sentimento
Bloqueou o meu caminho
Apagou o brilho das estrelas
Esquartejou a minha liberdade
Afogou a minha mente
Amputou a minha alma
Escureceu o meu coração
Amordaçou a minha vaidade
Quebrou os ossos do meu corpo
Secou todo o meu desejo
Limitou a minha visão
Cegou a minha verdade
Acorrentou o meu destino
Travou os meus passos
Enforcou os meus pensamentos
Calou as minhas palavras
Esfacelou todos os sonhos
Matou tudo de bom em mim
Condenou as minhas lágrimas ao deserto
Esfaqueou o meu peito
Tornou a minha coragem em covardia
Selou a minha boca
Murchou as minhas flores
Quebrou as minhas memórias
No fim, o medo transformou-me num escravo.
”
―
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“
Às vezes Deus tira-me a poesia
Olho as letras sem conseguir
Formar uma simples palavra.
”
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“
A dor não tem nada a ver com amargura
É uma forma natural de cada um
De nós, para seguir em frente.
”
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“
AMA-ME COM LOUCURA
Ama-me na tua cama
Onde dizemos palavras
Doces, amadas, ásperas
Obscenas, sentidas, caladas
Porque é assim que gostamos
Ama-me com loucura na tua cama
Onde não te menti no gozo, no prazer
Jubila-te dos coitos tenta-me de novo
Ama-me na tua cama com desejo
Sem pudor como gostamos
- Seduz-me de novo -
”
―
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SIM AMOR
Amor
No teu corpo
Eu puxo
Repuxo
Amo
Envolvo
Abnego
Desejo
Abraço
Contesto
Embrulho
Enrolo
Escondo
Implico
Intrometo
Invado
Revolto
Deito
Deleito
Revolvo
Acorrento
Amarrado
Embriago
Viro
Reviro
Sinto
Choro
Sorrio
Rascunho
A minha vida
Mas nunca ressaco.
”
―
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“
AMOR EU E TU"
Vou seduzir-te, meu amor
Vou acender as velas perfumadas
De incenso de mel e rosas que eu gosto muito
Duas taças de vinho tinto, beijo-te devagarinho
Abraço-te com muito carinho e no tempo
Em que tivermos juntos seremos apenas eu e tu
Vou seduzir sem fazer de ti escravo
Sem enganos, apenas e verdadeiramente
Tu olhas-me e seduzes-me
Gosto como tu me abraças com ternura e paixão
Deixaste que os teus sentidos te guiassem
Afagaste a minha pele com devoção
O amor fez-se, o fogo ardia
Sentia-se uma explosão de sensações e delicias
Ficamos abraçados, o único som que se ouvia
Era o bater num ritmo desordenado
Descompassado do coração, este é o som do amor saciado.
”
―
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“
Ler, é amor, é viver, é tudo
É um desarrumar arrumando a mente!
”
―
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“
A saudade é feita de amor
Seja que idade se tenha
Cada pessoa que morre
Faz sempre muita falta a alguém.
”
―
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Sabes amor
Quantas vezes senti
O coração a rebentar
E tremi calada dos beijos que demos
”
―
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“
AMOR FEITO COM VINHO DO PORTO
Amor feito com um copo de vinho do porto
Mãos agarradas à cama velha de ferro
Chia, já gasta de gemidos, suaves e fortes
Sinto as tuas mãos agarrar as minhas
Sensações loucas, travessas de um vendaval
Boca que pediu o teu beijo, simples de desejo
Abraço tremulo de emoção, respirar arfante
Sentimento neutro da mesma certeza perfumada
Flores mágicas de um jardim florido numa noite
Num dia de Inverno, quente e fria, onde chia, chia
A velha cama de ferro, florida de amor e esperança
Feita com um copo ou dois de vinho do porto.!
”
―
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“
Encontro poético meu ou teu
Os corvos, os corpos e as pedras
Mordem as letras, mastigam as palavras
Cospem os sonetos, choram os poemas
Lambem as frases, dilaceram os pensamentos
Amam as prosas entre a lua e o sol
Num encontro poético em poesia
São as pétalas negras que ardem nos teus olhos
Que pedem silêncio, numa adoração noturna
Entre a minha boca e a tua que dança nas sombras
Rasga o sol de resina preso na alma de clareada manhã
Para semear rosas de tantas cores como está o teu coração
O meu corpo deseja, palpita, ama, bajula, chora, preza, reclama
Tantas vezes o peso do teu, neste encontro poético em amor.
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
AMOR DE VINHO DO PORTO
Amor feito com um copo de vinho do porto
Mãos agarradas à cama velha de ferro
Chia, já gasta de gemidos, suaves e fortes
Sinto as tuas mãos agarrar as minhas
Sensações loucas, travessas de um vendaval
Boca que pediu o teu beijo, simples de desejo
Abraço tremulo de emoção, respirar arfante
Sentimento neutro da mesma certeza perfumada
Flores mágicas de um jardim florido numa noite
Num dia de Inverno, quente e fria, onde chia, chia
A velha cama de ferro, florida de amor e esperança
Feita com um copo ou dois de vinho do porto.!
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
Corre o rio de tristezas devagar cor de sangue
Corre o rio de tristezas devagar cor de sangue
Sangue, sangue de dor arma enferrujada
Veias de veneno lapidado sugado no escuro
Corpo estendido esquecido e sentido
Sangue derramado de um soldado
Com o coração partido perdido, magoado
Guerra estúpida, sem tempo, sem hora
Humanidade despida sem destino nas areias
Escaldantes do deserto desentendidos, ignorantes
Corre o rio de dor, de sangue de odor, podre, fede
Carne apodrecida deixada à sua sorte
Veias lapidadas de cores de uma guerra estúpida
Sem honra, sem respeito, sem compaixão
Feridas feitas no peito de sangue que deixam cicatrizes
Na fogueira das vaidades resplandecentes sentimentos
Lapidados de sangue nas veias de um corpo escondido
Onde as trevas cobiçam aquilo que não podem ter
Águas que correm com a força da natureza nas fragas
Da nossa lucidez na dor sentida tantas vezes em nós
Corre o rio de tristezas, devagar nas pedras cor de sangue
Desta humanidade que se esquece de conquistar a bondade .
”
―
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Estou cansada de sorrisos forçados
Estou cansada, triste de sorrisos forçados
Conversas onde ninguém ouve ou quer ouvir
Onde todos queixam-se e ninguém tem razão
De máscaras, de fingimentos, mentiras
Choros paranoicos, de aparências ilusórias
Realidade construída, de sonhos, desilusões
Da crueldade e da curiosidade mórbida alheia
Orgulhoso desmedido sem vergonha
Estou cansada de gente falsa sem sentimentos
Cansada da tanta injustiça de tanta maldade
Que me deixa com um nó preso na garganta
Porque não consigo engolir todo o mal
Sinto-me cansada deste mundo de mentira
Falsidade e intriga, nos dias de hoje é muito difícil
Encontrar alguém que realmente queira o teu bem
É uma deceção, sinto-me cansada, neste mundo
De tanta maldade e futilidade.
”
―
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“
Sou um velho diário deitado no lixo
Sou um velho diário
Deitado no lixo
Na areia esquecido
Quando a dor não cabe no peito
Fica na alma e transborda de insónia
Sou um velho diário
De rosto estampado, calor
Fogo, alegria nostalgia e expressão
Sou música, palavras, frases
Um reviver, uma ilusão
Do presente e do passado
O meu diário é um amigo
É uma doce companhia
Pétalas de rosas entre as folhas secas
Numa bela recordação
Mas hoje querido diário será diferente
Vou sorrir e voltar a viver
Deste diário velho deitado no lixo
Que tanto amou deixou saudade.
”
―
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“
A vida é um apeadeiro de memórias
A casa velha continua muito bela
Apesar dos anos que vai passado por ela
Paredes de pedra de cal já gasta
As árvores são versos que a terra
Escreve no céu e os pássaros fazem casa
Entre as memórias curtas de verão
Da casa velha poucas lembranças guardo
Mas sim dos fantasmas que oiço
E que nas suas caves ainda habitam
A vida é um apeadeiro de partidas e chegadas
Onde viajamos nos sonhos e regressarmos à realidade
É por a vida ser breve que agarro cada momento de felicidade
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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MEU AMOR O PERFUME DAS FLORES
Meu amor o perfume
Das flores invade o meu ar
São como as gotas do orvalho
Que ilumina a escuridão da noite
O teu olhar e o teu sorriso
Uniram-se para iluminar o meu dia
O sol das minhas noites
Voar contigo nas asas da paixão
É viver uma grande emoção
Adormeci nos teus braços
E esqueci os meus anseios
Amor o meu corpo deseja
Lateja, ama, rasteja, chora
Reclama tantas vezes o peso do teu.
”
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“
Bendito seja Deus
Que nos dá o balsamo do amor
”
―
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“
Amor
O meu corpo
Deseja
Lateja
Ama
Rasteja
Chora
Reclama
Tantas vezes
O peso do teu.
”
―
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“
Quando eu morrer
Não chorem
Ponham antes
As mais belas flores
Silvestres que tiverem
Então serei poesia
Escrita na serra por lameiros
Vales, fragas entre os montes
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Nascimento:
03 de Abril de 1966
(60 anos)
Membro desde:
18/06/2020
Biografia:
Obras da Autora Amor Flores Esperança em poesia. O Beijo Doce e Salgado da Escrita.
Frase do Dia
“
Também é ser, deixar de ser assim.
”
—
Cecília Meireles
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