Frase de Antoniel Silva

Frase adicionada por Antoniel em 17/04/2026

Antoniel Silva
A Geometria do Grito: nem toda rigidez é força. Às vezes, o verdadeiro controle está em saber a hora de deixar o aço vergar e a alma fluir.

(Verso 1)
Dizem que a paz é o silêncio do ferro
Que a postura ereta é o fim do desterro.
Mas o que você chama de estrutura firme
Eu chamo de o modo como o medo se exprime.
Você virou a viga que sustenta o teto
Enquanto o cupim da angústia faz o seu trajeto.
A linha que você guarda com tanto zelo
É a mesma que, amanhã, vai puxar seu cabelo.

(Refrão)
O controle é um deus de pedra e de sal
Que exige o sangue do seu sistema central.
O tremor no escuro não é o eco da força
É a vida gritando na boca da morsa.
Se a perfeição é ser uma estátua no altar
Eu prefiro a beleza de quem sabe sangrar.
Pois o aço não treme, o aço não sente
O aço é apenas um fóssil ausente.

(Verso 2)
Você moldou o rosto em concreto armado
Pra não dar munição ao que está ao seu lado.
Mas quem não transborda acaba secando
Vira um deserto que vive esperando.
A escrita é o curativo de uma ferida aberta
Mas a cicatriz é a prova de que a alma está alerta.
Ser o único que aguenta o peso da mão
É aceitar ser o chão de uma eterna prisão.

(Ponte)
Compare o seu peito a um vidro soprado:
Bonito e tenso, mas sempre quebrado
Se a temperatura da vida subir.
Melhor ser a água, que sabe fluir
Do que a represa que, de tanto conter
Vira um monumento ao que deixou de ser.

(Final)
Não confunda o muro com a fortaleza
A fragilidade é a nossa única certeza.
Troque a armadura por um pouco de ar
A glória não é suportar... é saber desabar.

Compositores: Antoniel Silva e Lukas Santos


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A Geometria do Grito: nem toda rigidez é força. Às vezes, o verdadeiro controle está em saber a hora de deixar o aço vergar e a alma fluir.

(Verso 1)
Dizem que a paz é o silêncio do ferro
Que a postura ereta é o fim do desterro.
Mas o que você chama de estrutura firme
Eu chamo de o modo como o medo se exprime.
Você virou a viga que sustenta o teto
Enquanto o cupim da angústia faz o seu trajeto.
A linha que você guarda com tanto zelo
É a mesma que, amanhã, vai puxar seu cabelo.

(Refrão)
O controle é um deus de pedra e de sal
Que exige o sangue do seu sistema central.
O tremor no escuro não é o eco da força
É a vida gritando na boca da morsa.
Se a perfeição é ser uma estátua no altar
Eu prefiro a beleza de quem sabe sangrar.
Pois o aço não treme, o aço não sente
O aço é apenas um fóssil ausente.

(Verso 2)
Você moldou o rosto em concreto armado
Pra não dar munição ao que está ao seu lado.
Mas quem não transborda acaba secando
Vira um deserto que vive esperando.
A escrita é o curativo de uma ferida aberta
Mas a cicatriz é a prova de que a alma está alerta.
Ser o único que aguenta o peso da mão
É aceitar ser o chão de uma eterna prisão.

(Ponte)
Compare o seu peito a um vidro soprado:
Bonito e tenso, mas sempre quebrado
Se a temperatura da vida subir.
Melhor ser a água, que sabe fluir
Do que a represa que, de tanto conter
Vira um monumento ao que deixou de ser.

(Final)
Não confunda o muro com a fortaleza
A fragilidade é a nossa única certeza.
Troque a armadura por um pouco de ar
A glória não é suportar... é saber desabar.

Compositores: Antoniel Silva e Lukas Santos (Antoniel Silva)
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